Pessoal, estou passando por uma situação complicada e gostaria de uma opinião sincera. Quero saber se fui babaca nessa história e, principalmente, se deveria mandar uma nova mensagem para ela depois de ter terminado e bloqueado ela.
Conheci uma mulher pela internet e, com o tempo, desenvolvemos uma conexão muito forte. Vou chamá-la de Helena ela tem 23 e eu 27. Apesar de morarmos em estados diferentes, começamos a fazer planos para o futuro e eu realmente acreditava que nosso relacionamento poderia dar certo.
No começo, ela era muito carinhosa comigo. Mandava mensagens de bom-dia e boa-noite, perguntava sobre meu dia, dizia que me amava e demonstrava bastante interesse em estar comigo. A gente conversava bastante por mensagens, áudios e chamadas. Eu sentia que tinha encontrado alguém que realmente gostava de mim e queria construir algo sério. Só que, por volta de meados de setembro, comecei a perceber uma mudança no comportamento dela, depois que ela começou em um novo emprego.
Ela passou a responder de maneira mais seca, parou de mandar mensagens de bom dia e boa noite e parecia ter muito menos interesse em conversar comigo durante a semana. Algumas vezes, eu mandava mensagens e ela visualizava sem responder por bastante tempo. Em uma ocasião, falei sobre como tinha sido meu dia e perguntei se poderíamos conversar mais tarde, mas ela visualizou e não respondeu por 1 dia. Nesse meio tempo, percebi que ela estava online em uma rede social.
Isso me machucou bastante, porque a maneira como ela se comunicava comigo antes era muito diferente. O que mais me confundia era que, quando conversávamos por chamada ou nos finais de semana, ela parecia mais próxima e carinhosa, às vezes até pedia desculpas quando eu dizia que estava sentindo falta da nossa comunicação. Porém, durante a semana, eu sentia que tudo voltava a ser distante.
Eu entendia que ela trabalhava e que poderia estar cansada ou ocupada. Não esperava que ela ficasse disponível o tempo inteiro, mas queria sentir que ainda existia interesse e reciprocidade, mesmo com a distância. Aos poucos, fui ficando inseguro e comecei a me perguntar se os sentimentos dela tinham mudado.
Chegamos a conversar sobre isso, mas eu sentia que não conseguia entender o que estava acontecendo. Não queria ficar cobrando carinho ou atenção, muito menos transformar nosso relacionamento em uma discussão constante. mesmo assim, eu continuava acreditando na gente e queria muito que nosso encontro finalmente acontecesse.
Por isso, comprei passagens para que ela viesse me visitar em São Paulo no final de outubro. Fiz um esforço financeiro considerável porque estava animado com a possibilidade de estarmos juntos pessoalmente. Para mim, não era apenas uma viagem: era um passo importante para transformar em realidade tudo aquilo que planejávamos.
Então veio o episódio que acabou sendo o estopim.
Ela me contou que havia recebido a notícia de que o centro de distribuição onde trabalhava passaria por mudanças. Segundo ela, o gerente pediu aos funcionários que não fizessem planos para aquela semana do feriado, e ela não sabia se conseguiria viajar. Disse que a notícia a pegou de surpresa e perguntou se eu conseguiria remarcar as passagens para outra data.
A remarcação teria um custo de aproximadamente R$ 400, e eu não sabia se conseguiria arcar com isso. Também fiquei frustrado porque já estava emocionalmente abalado com a maneira como nossa relação vinha acontecendo nas semanas anteriores.
O que me incomodou não foi simplesmente ela ter um problema no trabalho. Eu entendia que imprevistos acontecem e que ela não tinha necessariamente controle sobre essa situação. O que me deixou ainda mais inseguro foi que, naquele momento, eu já sentia que estava me esforçando muito para fazer nosso relacionamento acontecer, enquanto não conseguia sentir o mesmo nível de iniciativa e dedicação vindo dela.
Eu gostaria que ela tivesse demonstrado mais vontade de encontrar uma solução ou sugerido alguma alternativa concreta para conseguirmos nos ver. Sei que ela perguntou se eu conseguiria remarcar, então reconheço que ela não necessariamente ficou indiferente à situação. Mesmo assim, naquele estado emocional, senti que eu estava mais empenhado em fazer aquilo acontecer do que ela.
Depois de conversarmos, mandei áudios explicando meus sentimentos e dizendo que, se não fosse viável para ela viajar, tudo bem, que eu tentaria ver se conseguia cancelar ou obter algum reembolso e que poderíamos deixar as coisas para outra ocasião, seguindo cada um a própria vida.
O problema é que acabei indo muito além disso. Mandei uma mensagem de despedida dizendo que, quando comprei a passagem, estava realmente disposto a fazer nosso relacionamento dar certo, mas que a inconstância tinha me mostrado que talvez estivéssemos buscando níveis diferentes de compromisso. Disse que precisava de paz para focar na minha rotina, no trabalho e nos estudos, porque aquela situação estava me desgastando. Agradeci pelos momentos bons, desejei o melhor para ela e me despedi.
Depois disso, bloqueei a Helena no WhatsApp e nas outras redes sociais.
Naquele momento, eu estava muito magoado e sentia que precisava me afastar. Na minha cabeça, eu estava encerrando algo que vinha me fazendo mal havia semanas. Porém, olhando agora, reconheço que tomei uma decisão definitiva sem ter certeza do que realmente estava acontecendo com ela e sem ouvir toda a sua explicação.
Alguns dias depois, vi que ela havia tentado entrar em contato comigo por outros meios. Ela me mandou mensagens e tentou me ligar. Disse que estava chocada com o que tinha acontecido, que nunca imaginou que eu fosse bloqueá-la daquela maneira e que, se a situação fosse inversa, ela não teria feito o mesmo comigo.
Ela também disse que estava disposta a fazer nosso relacionamento dar certo, que não tinha como prever o problema no trabalho e que não terminaria comigo por causa de um imprevisto assim. Disse que gostava muito de mim e que eu não precisava ter reagido daquela forma.
Eu não respondi e continuei mantendo o bloqueio.
Desde então, tenho pensado muito nela. Sinto falta do que tínhamos e fico me perguntando se agi por impulso. Ao mesmo tempo, lembro de como estava me sentindo antes de tudo isso acontecer e tenho medo de voltar atrás e acabar na mesma situação de antes.
O que me deixa especialmente triste é a possibilidade de ela ter entendido que terminei apenas porque ela talvez não pudesse viajar, quando, na verdade, havia meses ou semanas de sentimentos acumulados e decepção com a mudança na nossa comunicação. Não quero usar isso como desculpa para o modo como agi, porque sei que bloquear alguém dessa maneira pode machucar muito, mas também não quero fingir que estava tudo bem antes daquele episódio.
Hoje, penso em mandar uma última mensagem reconhecendo que errei ao me despedir e bloquear sem ouvi-la com calma. Também gostaria de explicar que não foi simplesmente por causa das passagens e que eu realmente gostava dela e queria que nosso relacionamento desse certo.
Por outro lado, tenho medo de procurá-la depois de ter dito adeus e ela me bloquear também, não querer mais falar comigo ou entender que estou apenas voltando atrás porque senti saudade. E também não quero mandar uma mensagem esperando que ela volte a demonstrar carinho ou que tudo se resolva magicamente.
Então, queria ouvir a opinião de vocês: fui babaca por ter terminado e bloqueado ela dessa maneira? Estou sendo injusto ao considerar que faltava reciprocidade, mesmo sabendo que ela estava passando por mudanças no trabalho? E, principalmente, vocês acham que eu deveria mandar uma nova mensagem para esclarecer minhas intenções e pedir desculpas pela forma como encerrei tudo, ou é melhor respeitar o fim que eu mesmo determinei e seguir em frente?
Podem ser sinceros. Sei que posso ter errado e não estou procurando apenas pessoas que concordem comigo. Quero tentar enxergar essa situação de uma perspectiva de fora, porque ainda tenho sentimentos por ela e não sei se estou pensando com clareza.