Depois dos acontecimentos daquela seita bizarra,eu finalmente fiquei seguro,liguei na polícia e falei de tudo que aconteceu,e comecei a morar em um outro lugar,em outra cidade,WhisperMoon,na casa de uma amiga da minha mãe,não direi o nome,ainda estou traumatizado e processando tudo,bem fisicamente estou,mas tenho cicatrizes.
Eu ainda não sei oque essa seita quer,mas sinto que estou sendo observado ainda,na verdade estou…
Um dia eu vi na minha janela dois caras mascarados daquele grupo,me observando,e no final do dia eu tinha dormido,acordei,e me lembrei que tinha de ir comprar leite,e então eu abri a porta e um cara mascarado me deu um soco e eu desmaiei,depois de um tempo,acordei,tenso,e vi um pacote de leite estragado aberto e lá tinha um papel que estava escrito: aqui está o leite.
Eu fiquei amedrontado,mas oque fazer? Antes foi mais intenso…
Outro dia eu vi um desenho na minha parede escrito “We See You “
E eu fiquei mais amedrontado do que já estava, mas não poderia tomar outras medidas…
Em um belo dia eu tava caminhando e encontrei um policial,ele me falou que conseguiram prender um homem mascarado,era o mesmo mascarado que me socou até desmaiar,fomos falar com ele,e ele disse:
“Vc não deveria ter nos fotografado,incomodado, deveria nem nos ter visto!”
E ele dizia coisas como
“Faca de cabo vermelho e a besta”
“O trono flamejante…”
“Eles virão”
“Se não quer,crave a faca no monstro”
Não entendi muito bem e achei as outras palavras desinteressantes,mas mesmo assim,anotei.
Dias depois fomos na sua cela e ele simplesmente sumiu e tinha um algo escrito nas paredes:
“Na cidade onde o silêncio é lei,
a seita aprendeu a olhar sem ver.
Passa pelos fiéis como quem não sabe,
como quem já esqueceu o que é pertencer.
Há um caso antigo, ossos do passado,
que ninguém pronuncia, mas todos sabem.
Um nome apagado, um rosto queimado,
uma lição que os séculos não lavam.
Dizem que outrora, num inverno de cinzas,
alguém ousou tocar o que era vedado.
Não o altar, não o livro, não a pedra —
mas o próprio olhar da seita, o seu sagrado.
Foi um deles, talvez. Ou alguém que amou demais.
Ou uma criança que perguntou o porquê.
O certo é que a cidade amanheceu mais quieta,
e o nome dessa pessoa nunca mais se fez.
Desde então, a regra é feita de névoa:
reconhecer é perigo, ver é cair.
A seita finge que os seus não existem,
para que o mundo finja que pode existir.
Eles se cruzam nas ruas, ombro a ombro,
um carrega o incenso, o outro a inquisição.
Nenhum aceno, nenhum sussurro, nenhum laço —
apenas o medo tecendo a tradição.
Porque o que aconteceu naquele inverno
não foi castigo, foi aviso, foi sinal:
quem se enxerga dentro da seita, desperta.
E quem desperta, acorda o que dorme no vale.
Então eles se negam. É mais seguro.
Fingem que o outro é apenas um estranho na praça.
E a cidade, vendo-os sós, acredita
que não há exército, só gente sem graça.
Mas à noite, quando as portas se fecham,
e o Adormecido se agita sob o chão,
eles se encontram em sonhos, sem rostos,
e juntos cantam a mesma canção.
Fingem que não se veem para que Ele veja.
Negam-se uns aos outros para que Ele os reconheça.
E o caso antigo, guardado em silêncio,
é a corrente que os prende à promessa.
Um dia, porém, o exemplo será quebrado.
Um olhar vai cruzar outro olhar.
E nesse instante, a seita se verá inteira —
e o que dorme, enfim, vai acordar.”
Dias depois vi o cara solto na janela com uma caixa,e ele tava usando uma luva,mas não era luva,era uma mão feminina decepada de unhas,o resto do braço estava ensanguentado e o espaço em casa começou a ficar surreal,e depois ele bateu a minha porta e deixou a caixa,lá tinha a cabeça do policial que falou a dias…
Enfim,Mais e mais acontecimentos da minha vida
Trarei mais informações depois,talvez.